Escritores podem contribuir com o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas

Qual o papel do escritor na consolidação de políticas públicas que fomentem a literatura e ampliem o acesso ao livro? O caminho para o alcance de metas como essas está em curso no estado, por meio do processo de construção coletiva do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PELLLB). A ação, uma parceria das secretarias estaduais de Cultura e Educação com a Cepe Editora e o Fórum Pernambucano em Defesa do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, já envolveu dezenas de agentes das diversas cadeias literárias, mas ainda aguarda um maior engajamento de escritores, declamadores e poetas nas discussões. As inscrições para o Grupo de Trabalho seguem abertas até 10 de novembro.

Para o escritor Pedro Américo de Farias, o PELLLB é fundamental para fortalecer não só o direito à leitura, mas também a economia do livro em todo o estado. “Todo mundo sai ganhando. É melhor pra quem edita, que passará a ter mais garantia de retorno quando vender seu produto, é melhor para os escritores da região, que terão seu trabalho mais valorizado, melhor para o leitor em geral, que terá maior acesso aos livros. Melhor também para a dinâmica do trabalho das bibliotecas públicas, escolares e comunitárias. Toda lei gera uma consequência e, com o Plano Estadual, a gente passa a ter possibilidades de ações que resultem em condições mais fortes para a política da leitura e do livro”, acredita o escritor.

Escutas do PELLLB já aconteceram em diversos municípios do estado ( Foto: Reprodução)
Escutas do PELLLB já aconteceram em diversos municípios do estado ( Foto: Reprodução)

PRÊMIO PERNAMBUCO DE LITERATURA

Entre as ações da política pública que podem sair fortalecidas com o PELLLB está o Prêmio Pernambuco de Literatura. Desde 2012, a iniciativa já reconheceu o talento de 18 escritores nascidos ou residentes no estado, garantindo a impressão de seus livros e distribuindo R$ 40 mil em prêmios a cada edição. Se garantida em lei, a ação pode ganhar ainda mais fôlego, consolidar-se como política de estado para a promoção, distribuição e circulação da literatura contemporânea pernambucana.

“Acredito que o valor dos prêmios literários está em sua capacidade de dar relevância à literatura que se faz atualmente e, nesse sentido, percebo como algo de interesse mais coletivo que individual. É nessa conta que coloco o Prêmio Pernambuco”, avalia a escritora Micheliny Verunschk, que integrou a comissão julgadora da quarta e da última edição, cujos vencedores foram divulgados em setembro de 2016. “Penso que é preciso municiar o leitor-autor de hoje com novas referências, não seguindo o discurso de qualidade pela qualidade, mas principalmente para quem queira se lançar a escrever uma obra que, ainda assim com marcas regionalistas ou do folhetim barato, seja feita de modo a revigorar esses gêneros, a transformá-los e lhes dar uma roupagem original, que possa ser mais corte do que cicatriz. Nesse sentido, a premiação é também didática, pois aponta para a singularidade, para a capacidade de se escrever obras não banais, que fogem da vulgaridade dos modelos pré-estabelecidos”, completa a escritora.

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